terça-feira, 8 de julho de 2008

Que seja doce (um pouco de Caio Fernando Abreu)


"Então: que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias,
bem assim: que seja doce.

Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo,
repito sete vezes para dar sorte:
que seja doce
que seja doce
que seja doce
e assim por diante."

Caio Fernando Abreu

Fragmento extraído da crônica Os dragões não conhecem o paraíso

Amigos do Cinema

Na sexta-feira, 11 de julho, a Associação Amigos do Cinema realiza sessão conjunta com o Cine Santa Cruz, na Sala 3. "Fim dos Tempos" será apresentado às 21h.

“FIM DOS TEMPOS” – 14 anos – 96 minutos
Drama – De M. Night Shyamalan – EUA / Índia 2008 - LEGENDADO
Diariamente: 21h



Sinopse: O novo filme de M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido e A Vila) tem como premissa a natureza se rebelando contra a humanidade, aniquilando os homens antes que eles acabem com ela. Uma neurotoxina invisível passa a compor o ar que respiramos e as pessoas começam a se suicidar. O protagonista é Elliot Moore (Mark Wahlberg), um professor de ciência, aspirante a guitarrista, de 30 e poucos anos, que vive na Filadélfia. Ele passa por uma situação pessoal complicada quando sua esposa, Alma Moore (Zooey Deschanel), decide deixá-lo. Ele tem problemas em aceitar as coisas como elas são e isso forma o seu arco dramático. Os primeiros suicídios acontecem ainda no primeiro bloco do filme. Primeiro, em Nova York, uma mulher no Central Park começa a se esfaquear no pescoço logo depois de ser atingida pelo vento que carrega a toxina. Em uma construção próxima dali, o vento faz vários operários pularem para a morte. Daí em diante, sempre que há sinal de vento soprando é porque uma cena de morte se aproxima. Quando as mortes viram notícia, a mídia especula que se trata de um ataque biológico promovido por terroristas nas principais cidades de todos os países, embora não haja ligação política entre eles. A única informação precisa é que a toxina surgiu dos parques dessas cidades, o que, mais tarde, leva a descoberta de que a própria vegetação está produzindo a substância. Enquanto a toxina se espalha pelos EUA, Elliot e Alma tentam escapar de trem junto com Julian (John Leguizamo), professor colega de Elliot, e sua filha de sete anos, Jess. Crítica.

Programação de 11 a 17 de julho

Sala 1 - Kung Fu Panda – Livre – 92 minutos - 2ª semana - Animação

Apesar de não ser um novo clássico do cinema - e nem se propor a tanto -, "Kung Fu Panda" é uma animação bastante agradável e divertida, bem como uma ótima homenagem aos filmes de kung-fu de outrora. Crítica.

Animação – De Mark Osborne e John Stevenson – EUA / 2008 – DUBLADO - Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h – 15h50min – 17h40min – 19h30min – 21h20min - Demais dias: 17h40min – 19h30min – 21h20min

Sala 2 - Hancock – 12 anos – 90 minutos - 2ª semana - Ação

"Hancock" acerta ao dar ênfase ao que realmente importa: o personagem principal. É o talento de Will Smith, os bons diálogos e cenas focadas no super-herói sem caráter que tornam o longa-metragem uma experiência divertida, perfeita para o verão americano e as férias escolares. Crítica.

Ação – De Peter Berg – EUA / 2008 – LEGENDADO Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h10min – 16h – 17h50min – 19h40min – 21h30min Demais Dias: 17h50min – 19h40min – 21h30min

Sala 3 - Wall-e – Livre – 105 minutos - 3ª semana - Animação

WALL-E! Vale a pena? A simplicidade de "Wall-E" é um dos fatores mais encantadores do novo longa-metragem da Pixar. O que falta em diálogo sobra em qualidade de animação. Ele é simples, mas tem uma construção tocante e um personagem memorável. O que faz com que seja tudo isso? Leia a crítica completa.

“ W A L L - E ” – Livre – 105 min Animação – De Andrew Stanton – EUA / 2008 – DUBLADO Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h30min – 16h30min – 18h30min – 20h30min Demais dias: 16h30min – 18h30min – 20h30min

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Injustiça e desordem

Luis Fernando Verissimo - Publicado em Zero Hora - 03 de julho de 2008


Quando Goethe disse que preferia a injustiça à desordem, a Europa recém fora sacudida pela revolução francesa e enfrentava outro terremoto, o bonapartismo em marcha. Sua opção não era teórica, era pela específica velha ordem que os novos tempos ameaçavam. Por mais injusta que fosse, a velha ordem era melhor do que as paixões incontroláveis libertadas pela revolução. Mas a frase de Goethe atravessou 200 anos, foi usada ou repudiada por muitos, na teoria ou na prática e em vários contextos, e chega aos nossos dias mais atual do que nunca. Você não pode pensar na questão agrária brasileira, por exemplo, sem cedo ou tarde ter que se perguntar se prefere a justiça ou a ordem.

A injustiça no caso é flagrante e escandalosa. Mesmo que se aceitem todas as teses sobre o desvirtuamento do movimento dos sem-terra e se acate a demonização dos seus líderes, militantes e simpatizantes, a dimensão do movimento é uma evidência literalmente gritante do tamanho da iniqüidade fundiária no Brasil, que ou é uma ficção que milhares de pessoas resolveram adotar só para fazer barulho, ou é uma vergonha nacional. A iniqüidade que criou essa multidão de deserdados no país com a maior extensão de terras aráveis do mundo é a mesma que expulsou outra multidão para as ruas e favelas das grandes cidades, deixando o campo despovoado para o latifúndio e o agronegócio predatório. A demora de uma reforma agrária para valer, tão prometida e tão adiada, só agrava a exclusão e aumenta a revolta.

Quem acha que desordem é pior do que injustiça tem do que se queixar, e a que recorrer. As invasões e manifestações dos sem-terra se sucedem e assustam. Proprietários rurais se mobilizam e se armam, a violência e o medo aumentam, a reação se organiza. Agora mesmo no Rio Grande do Sul, enquanto endurece a repressão policial às ações do MST, um documento do Ministério Público estadual prega a criminalização de vez do movimento, caracterizando-o como uma guerrilha que ameaça a segurança nacional, com ajuda de fora. É improvável que uma maioria de promotores de Justiça do Estado, transformados em promotores de ordem acima de tudo, tivesse abonado o documento como estava redigido, com seu vocabulário evocativo de outra era. Mas ele dá uma idéia da força crescente do outro lado da opção definidora, dos que escolheram como Goethe.

Progamação do Cine Santa Cruz de 4 a 10 de julho

Sala 1

Kung Fu Panda

Livre - 92 minutos - Lançamento nacional


Apesar de não ser um novo clássico do cinema - e nem se propor a tanto -, "Kung Fu Panda" é uma animação bastante agradável e divertida, bem como uma ótima homenagem aos filmes de kung-fu de outrora. Crítica.


Animação – De Mark Osborne e John Stevenson – EUA / 2008 – DUBLADO
Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h – 15h50min – 17h40min – 19h30min – 21h20min
Demais dias: 17h40min – 19h30min – 21h20min

Sala 2

Hancock

12 anos - 90 minutos - Lançamento nacional



"Hancock" acerta ao dar ênfase ao que realmente importa: o personagem principal. É o talento de Will Smith, os bons diálogos e cenas focadas no super-herói sem caráter que tornam o longa-metragem uma experiência divertida, perfeita para o verão americano e as férias escolares. Crítica.



Ação – De Peter Berg – EUA / 2008 – LEGENDADO
Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h10min – 16h – 17h50min – 19h40min – 21h30min
Demais Dias: 17h50min – 19h40min – 21h30min


Sala 3 - 2ª semana

Wall-e
Livre - 105 minutos




Crítica

WALL-E! Vale a pena?
A simplicidade de "Wall-E" é um dos fatores mais encantadores do novo longa-metragem da Pixar. O que falta em diálogo sobra em qualidade de animação. Ele é simples, mas tem uma construção tocante e um personagem memorável. O que faz com que seja tudo isso? Leia a crítica completa da animação no site Cinema com Rapadura.


“ W A L L - E ” – Livre – 105 min

Animação – De Andrew Stanton – EUA / 2008 – DUBLADO
Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h30min – 16h30min – 18h30min – 20h30min
Demais dias: 16h30min – 18h30min – 20h30min

Anima Mundi em Santa Cruz

Neste mês de julho, o Arte Sesc - Cultura por toda parte lança no Rio Grande do Sul a Mostra 'O Melhor do Anima Mundi Brasil'. A iniciativa consiste na exibição do melhores filmes curta-metragens em animação produzidos no país nos últimos anos participantes do Festival Internacional de Animação do Brasil. A mostra, dividida nas categorias Adulto, Público em Geral e Infantil, circulará por diversos municípios gaúchos e acontece em sessões gratuitas para o público adulto e infantil.

Composta por 35 títulos, a programação tem 13 deles dedicados às crianças. No Rio Grande do Sul, a circulação - uma ampliação do projeto CineSesc - passará por Gravataí, Uruguaiana, Caxias do Sul, Lajeado, Brochier, Santa Cruz do Sul, Erechim, Maratá e São Sebastião do Caí no mês de julho (veja abaixo a programação completa).

Entre os filmes que serão exibidos, alguns dos destaques são o 'A Noite do Vampiro', 'Ziriguidum' e 'Leonel Pé de Vento'. Abaixo, confira os curta-metragens que compõem cada sessão.

O Anima Mundi é um festival anual que desde 1993 traz ao público brasileiro uma seleção dos melhores filmes e vídeos nacionais e internacionais do mundo da animação. É considerado o maior do gênero na América Latina. Durante o festival, são exibidos curtas, médias e longas-metragens, seriados e comerciais. As linguagens narrativas e técnicas são as mais variadas e o festival não exige nenhum critério específico.

Outras informações podem ser obtidas nas Unidades Operacionais do Sesc no Estado ou através do site www.sesc-rs.com.br/artesesc.


SANTA CRUZ DO SUL

Data: 9 a 31/07

Local: Sala de vídeo do Sesc (Rua Ernesto Alves, 1042)

Sessões:

Público Geral, 09, 16, 23 e 29/07, às 9h, 15h e 20h

Sessão Adulta, 10, 17, 24 e 30/07, às 9h, 15h e 20h

Sessão Infantil, 11, 18, 25 e 31/07 - Horários: 09, 15 e 20h

Workshow com o guitarrista Richard Powell

Em mais uma promoção do projeto SESC Música, Santa Cruz recebe no próximo dia 09 e julho, às 20 horas, no Espaço Camarim, um dos grandes guitarristas brasileiros em atividade, o gaúcho Richard Powell.

Ele vem a Santa Cruz para um workshow e também para divulgar seu último CD "Dom", que traz 13 faixas de rock instrumental em que Powell demonstra sua fluência no instrumento. O CD conta com a produção do santa-cruzense Veco Marques, da banda Nenhum de Nós. Richard fará demonstrações práticas a partir de suas próprias composições, executará músicas de seus três discos solo, com maior ênfase ao CD "Dom", e responderá perguntas da platéia. O evento tem o apoio de Prisma Audio Profissional e Drurys Luthieria e Manutenção de Instrumentos.

Richard - A música de Richard Powell está comprovando que aos poucos, santo de casa pode fazer milagres sim. Com a guitarra a serviço da composição, solos faiscantes, técnicas seguras e palhetadas surpreendentes, suas melodias e temas foram gravados de forma excepcional em seu terceiro álbum, Dom que é totalmente instrumental e traz vinhetas que mostram facetas interessantes da técnica de Richard.

Killy - Esta é a terceira vez que Powell vem a Santa Cruz sempre com a parceria do amigo, guitarrista e violonista santa-cruzense Killy Freitas, que fará, a convite de Richard, a abertura do evento, executando algumas criações na guitarra.

Ingressos para o show no SESC (R. Ernesto Alves, 1042) a R$ 10,00 geral e R$ 5,00
(comerciários, estudantes, sócios da Pró-Cultura e idosos a partir de 60 anos).

SERVIÇO:

O quê: Workshow com o guitarrista Richard Powell
Quando: 09/07/08
Horário: 20 horas
Onde: Espaço Camarim (R. Mal. Floriano, 332)
Ingressos: no SESC (R. Ernesto Alves, 1042) a R$ 10,00 geral e R$ 5,00
(comerciários, estudantes, sócios da Pró-Cultura e idosos a partir de 60 anos).


Um dia muito especial

Amigos do Cinema é hoje, 4 de julho,
no Cine Santa Cruz, às 21h

No dia em que Hitler e Mussolini firmam o acordo que levará ambos os países à 2ª Guerra Mundial, uma dona de casa frustrada conhece seu vizinho, com quem cria uma forte amizade. Dirigido por Ettore Scola (O Jantar) e com Sophia Loren e Marcello Mastroianni no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar.

Sinopse

Roma, 6 de maio de 1938. Benito Mussolini e Adolf Hitler se encontraram para selar a união política que, no ano seguinte, levaria o mundo à 2ª Guerra Mundial.
Praticamente toda a população vai ver este acontecimento, inclusive o marido fascista de Antonietta (Sophia Loren), uma solitária dona de casa que conhece acidentalmente Gabriele (Marcello Mastroianni), seu vizinho, quando seu pássaro de estimação foge e ela o encontra pousado na janela do vizinho. Antonietta nunca falara com Gabrielle, que tinha sido demitido recentemente da rádio onde trabalhava por ser homossexual. Ela, por sua vez, era uma esposa infeliz e insegura pelo fato de não ter uma formação profissional. Gradativamente os dois desenvolvem um tipo muito especial de amizade.

Ficha Técnica

Título Original: Una Giornata Particolare
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento (Itália): 1977
Estúdio: Canafox / Compagnia Cinematografica Champion
Distribuição: Cinema 5 Distributing / Reserva Especial
Direção: Ettore Scola
Roteiro: Maurizio Constanzo, Ettore Scola e Ruggero Maccari
Produção: Carlo Ponti
Música: Armando Trovajoli
Fotografia: Pasqualino de Santis
Desenho de Produção: Luciana Ricceri
Figurino: Enrico Sabbatini
Edição: Raimondo Crociani

Elenco

Sophia Loren (Antonietta)
Marcello Mastroianni (Gabriele)
John Vernon (Emanuele)
Patrizia Basso (Romana)
Tiziano de Perso (Arnaldo)
Maurizio Di Paolantonio (Fabio)
Antonio Garibaldi (Littorio)
Vittorio Guerrieri (Umberto)
Alessandra Mussolini (Maria Luísa)
Françoise Berd

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sobre Livros & Leituras aborda literatura infantil e infanto-juvenil


No dia 12 de julho, sábado, ocorre o próximo encontro Sobre Livros e Leituras. O grupo vai abordar o tema "literatura infantil e infanto-juvenil". A proposta é que cada um dos participantes, se desejar, leve algum texto breve desse gênero ou ligado ao assunto. A professora e psicóloga, Betina Hillessheim, que estuda o tema, foi convidada para conversar e ajudar a compreender a literatura direcionada a crianças e adolescentes. O encontro é aberto a todos(as) e não há exigência alguma. É só comparecer a partir das 14h na Livraria e Cafeteria Iluminura - Santa Cruz do Sul.

Os encontros acontecem quinzenalmente, às 14h, na Livraria e Cafeteria Iluminura, no Centro. Esquina das Ruas Marechal Floriano e Borges de Medeiros, ou em outro lugar previamente combinado. Mais informações no blog.

Teatro



O ArteSESC traz a Santa Cruz no próximo dia 04/07/08, sexta-feira, às 15 horas, na Praça Getúlio Vargas, o espetáculo MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS, com o grupo Oigalê Cooperativa de ArtistasTeatrais (POA/RS) - http://www.oigale.com.br/ Teatro de Rua - Duração: 60 minutos - Gratuito Sinopse: Continuidade da saga do personagem Miséria, que depois de sua suposta morte não pôde entrar no céu nem no inferno, e então ficou vagando pelo pampa até decidir ir para Porto Alegre, no final do século XIX. Dramaturgia: Carlo Goldoni Adaptação: Hamilton Leite e Juliana Kersting Direção: Hamilton Leite Trilha Sonora: Matheus Mapa e Simone Rasllan Elenco: Carla Cosa, Fernando Pecoits, Giancarlo Carlomagno, Juliana Kersting, PauloBrasil e Roberta Darkiewicz.

sábado, 28 de junho de 2008

Lançamento de documentário

O nuances - Grupo pela Livre Expressão sexual tem o prazer de convidar a todos e todas para o coquetel e Lançamento do documentário Meu Tempo não Parou, produzido dentro das ações do projeto Homossexualidades de Porto Alegre em Cena.

Dia 04 de Julho as 19h na Sala RedençãoCampus Central da UFRGS.

Logo após a exibição do documentário terá um um bate papo com:
Fernando Seffner - Professor da Faculdade de Educação da UFRGS. Pesquisador na área dos estudos de gênero, sexualidade e educação

José Eduardo Gonçalves - Psicólogo e ativista pelos direitos de pessoas vivendo com HIV/Aids.

e Representante do nuances.

Documentário - Roteiro e Direção: Sílvio Barbizan + Jair GiacominiArgumento: Célio GolinDepoimentos de Bento Rocha, Dheyser Veiga, Dirnei Messias,Edna Keitel, Gerson Winkler, Marcelly Malta e VeruskaProdução: Vanessa Coimbra, Sílvio Barbizan, Jair Giacomini, Célio GolinCâmera e Fotografia: Giovani Borba Som Direto: Gabriela BervianEdição: Giovani Borba, Sílvio Barbizan, Jair GiacominiMixagem e Finalização: Giovani BorbaProdução Executiva Sílvio Barbizan, Jair GiacominiUma produção J.M GiacominiFoto jornalística da capa: Carlos da Silva Rodrigues

http://www.nuances.com.br/

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Programação do Cine Santa Cruz

27 de junho a 03 de julho de 2008

SALA 1


Crítica

WALL-E! Vale a pena?

A simplicidade de "Wall-E" é um dos fatores mais encantadores do novo longa-metragem da Pixar. O que falta em diálogo sobra em qualidade de animação. Ele é simples, mas tem uma construção tocante e um personagem memorável. O que faz com que seja tudo isso? Leia a crítica completa da animação que estréia essa semana no site Cinema com Rapadura.

W A L L - E Livre 105 min - LANÇAMENTO NACIONAL

Animação – De Andrew Stanton EUA / 2008 – DUBLADO

Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h30min – 16h30min – 18h30min – 20h30min

Demais dias: 16h30min – 18h30min – 20h30min



SALA 2

O INCRÍVEL HULK – 12 anos – 115 min - DUBLADO - 3ª semana

Ação – De Louis Leterrier EUA / 2008

Se você procura roteiros elaborados com múltiplas camadas de interpretação e personagens com um nível literário de complexidade, este filme talvez não seja o mais indicado. No entanto, se o que você gosta mesmo é de uma baita pancadaria, muita perseguição e uma dose balanceada de humor e romance, “O Incrível Hulk” foi feito, literalmente, sob encomenda para você. Veja a crítica aqui.

Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h20min – 16h40 min

Demais dias: 16h40min



INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL 10 anos 122 min

Aventura – De Steven Spielberg EUA / 2008 – LEGENDADO – 3ª semana

Desde os primeiros acordes da famosa trilha musical de John Williams, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, prepara o terreno para mostrar a que veio: entreter. Veja crítica aqui.

Diariamente: 19h – 21h


SALA 3

TREINANDO O PAPAI Livre – 112 min - DUBLADO - 2ª semana

Comédia – De Andy Fickman EUA / 2007

Sábado, Domingo e 4ª feira : 14h – 16h10min

Demais dias: 16h10min


SEX AND THE CITY – O FILME" 14 anos – 145 min - Legendado

Comédia Romântica – De Michael Patrick King EUA / 2008

Para o deleite dos fãs da série da HBO, "Sex and the City" retorna, agora em versão maior. As quatro amigas Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha continuam as mesmas, assim como as piadas e situações e é disso que faz do filme uma experiência deliciosa. Veja a crítica aqui.

Diariamente: 18h20min – 21h



Deixe sua crítica também.


3° Ciclo de Cinema e Filosofia


Data Filmes Comentaristas
10/6 - Os Outros - Prof. Rogério Severo
16/6 - Canfundó - Prof. Cesar Góes
20/6 - O Evangelho Segundo São Mateus - Pe. Roque Hammes
24/6 - Depois da Chuva - Prof. Flávio Williges
25/6 - Lendas da Vida - Prof. Enio Burgos
27/6 - Lutero - Pst. Martim Reusch


De 10 a 27 de Junho de 2008
19h30min
Local: Sala 101 - Bloco 1Campus Unisc Santa Cruz do Sul
Ingresso: 1kg de alimento não-perecível, que será doado à Grande Fraternidade Universal

Curso de Filosofia
Curso de Ciências Sociais
Departamento de Ciências Humanas
Unisc

sábado, 21 de junho de 2008

Show U2 cover


É hoje o show da Banda Unno. Para quem é fã do U2, fica o convite. Os argentinos são os únicos reconhecidos pela banda irlandesa como a sua melhor reprodução.


sexta-feira, 20 de junho de 2008

Inverno...

Estamos na estação mais fria do ano desde às 20h59min desta sexta-feira, 20 de junho. Para os astrônomos, esse fenômeno é chamado de solstício de inverno. Ou seja, é o momento em que o sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento em latitude, da linha do equador. É, também, o dia mais curto e a noite mais longa do ano. (Fonte: Wikipédia). Trocando em miúdos: tirem seus casacos, blusões, palas, cobertores, mantas, luvas, toucas e outros apetrechos do armário...

Com esse frio todo, tem coisa melhor do que ouvir Adriana Calcanhoto cantando Inverno?


Teatro: Hamlet

Amigo da cultura

São apenas 200 ingressos para a peça HAMLET SINCRÉTICO, que tem única apresentação nesta terça-feira, dia 24 de junho, a partir das 20h no Max Shopping Center (junto à Imobel - Rua 7 de Setembro, 36), em Santa Cruz do Sul.

Quando: 24/06 - terça-feira Espetáculo: “Hamlet Sincrético”

Grupo: Caixa Preta (POA/RS)

Sinopse: Criação coletiva inspirada no clássico de William Shakespeare, Hamlet Sincrético - o segundo espetáculo do Caixa-Preta (o primeiro foi Transegun), grupo formado por artistas negros - reelabora o clássico a partir de uma estética negra, em que os elementos componentes da cultura afro-brasileira servem de metáfora para contar a história. A peça transita pelo sincretismo cultural e religioso, especialmente nos cultos afro-brasileiros, no catolicismo popular e nas igrejas neopentecostais de caráter radical.

Direção, produção e ambientação cênica : Jessé Oliveira

Elenco: Adriana Rodrigues, Eder Santos , Flávio Oyá Tundê, Glau Barros, Juliano Barros, Kdoo Guerreiro, Leandro Daitx, Marcelo de Paula, Rodrigo Abiàsé, Silvio Ramão, Silvia Duarte, Wagner Santos.

Horário: 20h
Duração: 1h55
Indicação: Adulto (não recomendado para menores de 14 anos)
Local: Max Shopping Center - Rua 7 de Setembro, 36 (junto à Imobel).

Ingressos Antecipados a R$ 5,00 - SESC, Iluminura, Pró-Cultura, Imobel

No local: R$ 10,00 - Geral e meio ingresso para comerciários, estudantes, sócios da Pró-Cultura e pessoas a partir de 60 anos (com carteirinha)

Divulgação: SESC

Jair Rodrigues em Santa Cruz

Jair Rodrigues estará em Santa Cruz no dia 27 de junho (sexta-feira), a partir das 19h30min, no Anfiteatro do Parque Ambiental Souza Cruz. Os ingressos podem ser retirados no Memorial das Artes de Santa Cruz do Sul (Masc), durante a semana, entre 9h e 17h, em troca de um quilo de alimento não-perecível.



Jair Rodrigues de Oliveira (Igarapava, 6 de fevereiro de 1939) é um cantor brasileiro, pai de Luciana Mello e Jair Oliveira, que também são músicos.

Sua carreira musical começou quando foi crooner no final dos anos 50 no interior de São Paulo, na cidade de São Carlos, participando da noite sãocarlense que era intensa na época e também com participações na Rádio São Carlos. No início da década seguinte foi tentar o sucesso na capital do Estado, e obteve-o participando de programas de calouros na televisão.

Elis Regina e Jair Rodrigues fizeram muito sucesso com sua parceria no programa O Fino da Bossa, programa da TV Record, em 1965.

Em 1966, Jair participou do festival daquele ano com a música Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, desta vez em conjunto com o Quarteto Novo. Conhecido por cantar sambas, Jair surpreendeu o público com uma linda interpretação da canção. Disparada e Banda, de Chico Buarque e interpretada por Nara Leão, eram favoritas. O festival acabou empatado. A partir daquele momento, sua carreira decolou e seu talento assegurou décadas de sucesso ao cantor. Jair lançou um álbum por ano e interpretou sucessos como O Menino da Porteira, Boi da Cara Preta e Majestade o Sabiá. Realizou turnês pela Europa, Estados Unidos e Japão. Em 1971, gravou o samba-enredo Festa para um Rei Negro, da Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro.

Nas décadas seguintes, sua produção diminuiu de volume; entretanto, Jair Rodrigues continua conhecido por sua grande energia e sua alegria contagiante.

Texto extraído do blog: blogluso-carioca.blogspot.com

Curso de Filosofia à maneira Clássica


Recebi o convite de uma amiga para o curso de Filosofia da Nova Acrópole. "Conhece-te a ti mesmo" parece um tema interessante. Vou conferir e depois eu conto aqui no blog.

Alex

quarta-feira, 18 de junho de 2008

La Negra ainda canta como uma cigarra

Mercedes Sosa: “Não gosto de armas, canto pela paz”

Alex Corrêa

Entoar canções que lembram a história e a resistência de um povo. Esse sempre foi o legado da cantora argentina Mercedes Sosa. Nascida em San Miguel de Tucumán, La Negra esteve em Cachoeira do Sul no último sábado, 14 de junho, no encerramento da Vigília do Canto Gaúcho. Apesar do frio, mais de seis mil pessoas assistiram o que, provavelmente, será um dos últimos shows desta índia tucumana nestes pagos. Com 72 anos e a saúde frágil, Mercedes Sosa cantou sentada durante uma hora e meia até o final emocionante, quando ela interpretou Maria, Maria, de Milton Nascimento, e Dale alegría a mi corazón, de Fito Paez.

A debilidade física desta septuagenária não prejudicou a imponência da sua voz. Durante sua apresentação, ela interpretou diversos compositores latino-americanos. Desde a chilena Violeta Parra, com Volver a los 17 e Gracias a la vida, até Vinícius de Moraes e Tom Jobim, com Insensatez; Gente humilde, de Chico Buarque, Vinícius e Garoto. Generosa, compartilhou o palco com o gaúcho Luiz Carlos Borges, acompanhado de Daniel Torres, na interpretação de Solo le pido a Diós. A cantora nativista Shanna Muller também dividiu o palco com Mercedes Sosa na música Ñangapiri, uma composição de Antonio Tarragó Ros. Ainda com Borges, interpretou El Cosechero, de Ramon Ayala, de seu CD acústico, com o qual ganhou o Grammy Latino.

Sempre comprometida com canções populares desde seu primeiro disco “Canciones con fundamento”, Mercedes virou ícone da esquerda mundial. Militante ativa contra a ditadura militar argentina nos anos 70 e 80 - quando se celebrizou como "a voz" da canção de protesto latino-americana - e peronista nos últimos tempos, Mercedes apoiou o presidente argentino Néstor Kirchner em seu primeiro mandato e agora apóia sua esposa, Cristina Kirchner. Entre 1979 e 1982 ficou exilada na Europa. Durante o período de exílio, La Negra podia entrar e sair da Argentina, no entanto, foi impedida de usar sua arma mais poderosa: a voz.


Matéria publicada no Riovale Jornal, de Santa Cruz do Sul, em 17 de junho de 2008.

De volta às origens

O CD "Corazón libre tem o sabor do regresso à vida da cantora tucumana, depois da doença que lhe tirou de cena desde 2003”, diz uma matéria do site Voces Del folklore. Lançado primeiro na Alemanha, em 2005, o trabalho conta com composições folclóricas como o clássico Tonada del viejo amor e canções de novos compositores. São sambas, chacareras, milongas, alguma toada, algum ar litorâneo. Tudo simples como a terra.

Corazón libre



Entrevista

Sábado à tarde, antes do show, Mercedes Sosa concedeu uma entrevista coletiva. Numa das salas do segundo andar do Hamburgo Hotel, amparada por seu filho e protegida do frio por um aquecedor, La Negra falou, durante cerca de 40 minutos, de música e política. Lembrou com carinho as parcerias que fez com Kleiton e Kledir, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Beth Carvalho, Chico Buarque, Raimundo Fagner e, mais recentemente, com Maria Rita. “Eu adoro Chico Buarque. Ele é um homem muito culto e tem canções belíssimas. Fagner eu o considero como um irmão”, revela. Apesar de ter dedicado parte de sua vida a cantar canções engajadas, ela acredita que a música é só um acompanhamento na luta política. “Não devemos exigir que todos cantem melodias de protesto. Eu mesma já cantei ao lado de Shakira e Alejandro Sanz, que não têm nenhum comprometimento político”.
Da política, Mercedes se mostrou preocupada com o conflito que envolveu a Colômbia, Venezuela e Equador. Ela defende uma América Latina forte e unida. “Mas nossa democracia ainda é muito frágil”, alerta. Ela considera o continente americano muito machista. Apoiadora do governo de Cristina Kirchner, na Argentina, Mercedes disse que ser mulher e presidente é muito perigoso. Lamentou que Hillary Clinton não tenha vencido as prévias do Partido Democrata, nos Estados Unidos, e acha improvável que Barack Obama consiga governar “num país tão racista”, segundo ela.
Sobre a Argentina, a cantora se disse entristecida com a crise de desabastecimento envolvendo os agricultores e o governo. “Estamos passando por um momento muito triste. Não querem compreender que o fruto da terra deve ser dividido. Por isso existe tanta miséria. A pobreza existe porque tem gente que tem muito dinheiro e terra. Ninguém dá um passo atrás. Parece uma conversa de surdos. Porque uns são donos da terra há séculos”, relata. Ela acredita na democracia e espera uma saída pacífica para a crise. Sobre o presidente Lula e o Brasil, ela disse que há uma melhor integração com os presidentes latino-americanos. “Lula tem muita integração com a Argentina e com o Chile. Ele é amigo de (Hugo) Chávez, (Rafael) Correa, (Tabaré) Vázquez”.
Mercedes acredita que, quando os países se derem conta de que uns necessitam dos outros, não haverá mais conflitos. “Todos nos necessitamos. Uns têm água, outros soja, outros petróleo. Quando nos dermos conta disso, não haverá mais problemas”, acredita. Ela concluiu falando da sua alma pacificadora. “Não gosto de armas, canto pela paz”.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mercedes Sosa

Sempre fui fã de La Negra. No dia 14 de junho de 2008, assisti a um show memorável. Ela cantou no encerrameto da Vigília do Canto Gaúcho - um festival nativista, em Cachoeira do Sul/RS. Corazón libre é a música que dá nome ao seu último CD. É uma canção belíssima e sensível. Na tarde, antes do show, participei de uma entrevista coletiva com esse ícone da música latino-americana e mundial. Era uma tarde muito fria. E a emoção de estar na mesma sala dessa índia tucumana fez meu coração pulsar mais forte. Meu portunhol, que não é dos melhores, "foi pro saco". Essa é uma daquelas horas em que a objetividade, no jornalismo, desaparece. O portunhol faltou. A emoção, não. Quer coisa mais subjetiva que a emoção? Aos 72 anos, La Negra continua espetacular. Vou postar, na íntegra, a matéria que escrevi sobre ela.
Aguardem.

Diário de um jornalista

A vida de jornalista é bem agitada. A gente conhece muitas pessoas. Tem dias que as matérias são bem interessantes. Outros, porém, nem é bom comentar... Este espaço não é original. No entanto, achei que seria uma espécie de terapia poder compartilhar o Lado B das matérias. O dia a dia. Reportagens que eu julgar interessante serão postadas aqui. Matérias de colegas (com o devido crédito) serão bem vindas também. Mas a idéia original é falar um pouco dos bastidores da notícia e divulgar cultura, cinema, teatro, música...



Boa leitura!



Você é o visitante número...




Usuários online

online